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Archive for maio \31\UTC 2011

SAUDADES

Só agora descobri, notei. Ontem, por algum motivo, o pôste que preparei não entrou no ar. Eu falava assim, a saber: de saudades. Explico: ontem fez um ano de morte da grande figura inspiradora que era a minha mãe. Aí deixei, sei lá, o registro feito. Quem acompanha o meu trabalho sabe o quanto a fala de dona Maria do Carmo Freire está presente nos meus personagens. É só, por exemplo, ver/rever esse trecho, abaixo, do documentário dirigido por Wilson Freire e Leandro Goddinho. Enfim, assado.

Ontem idem fez um ano da morte do escritor Wilson Bueno, Meu Cristo! Brutalmente assassinado. Deixou, ele, uma obra vigorosa, apaixonada. Uma linguagem apurada, uma poesia única. Tenho dele a foto abaixo. Uma que eu tirei quando visitei à sua casa em Curitiba. Não esqueço.

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SESSENTÕES

E amanhã estarei em Salvador.

Trarei de lá vibrações para dois sessentões.

O primeira deles, a querida amiga Ivana Arruda Leite – ao lado, ao sol.

No sábado agora, ela faz 60.

Merece toda felicidade e ave! A mesma alegria e energia que nos dá.

E saravá!

O outro sessentão é um grande poeta.

O cara que eu leio desde muito tempo.

Ainda quando era adolescente no Recife.

Falo do Glauco Mattoso, abaixo (em foto de Eder Chiodetto).

Glauco que manda avisar, bem ao seu estilo, a saber:

“Duas editoras se junctaram para commemorar meus 60 annos, em junho, com
um duplo lançamento festivo: a Annablume e a Alaude. A primeira lança uma caixa com os dez volumes de poesia da serie MATTOSIANA em cappa dura, redesenhados pelo gutenborgeano Vanderley Meister; a segunda lança o inedito volume de ficção TRIPÉ DO TRIPUDIO E OUTROS CONTOS HEDIONDOS. A festa está agendada para o b_arco, la em Pinheiros, e o dia 29 de junho”.

Eta danado!

Desde já, a luz de todos os orixás para os dois queridos amigos.

Volto aqui só na segunda. E fui. E beijos festivos e na bunda.

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TRAGIALEGRIA

Suzana foi comigo à peça do grupo Clariô.

Foi Suzana quem tirou esta foto.

– É o máximo!

Aí eu contei a história para ela.

De quando conheci o grupo, no b_arco.

Naruna Costa – que está sentada, fazendo sinal de paz e amor – interpretou uma canção do Chico César.

Eu estava com o Chico e a gente ficou pasmo – ela cantava Beradêro. Como ninguém. Aí a gente foi dar os parabéns.

Mário Pazzini, na foto idem, disse que eles estavam começando um grupo, sob direção dele, em Taboão da Serra. Dei de presente, àquele mesmo dia, o livro Contos Negreiros.

Eles me procuraram, uns meses depois. Iam levar meus contos ao palco. Fiz, à época, uma visita à sede do Clariô – um sobrado que, quando montaram a peça Hospital da Gente, foi transformado, cenicamente, em um impressionante favelão.

O título Hospital da Gente, aliás, saiu daquela música do Chico. Até hoje, apresentam a peça por aí, sempre com muito sucesso.

Mas, enfim. Eu estava falando da Suzana – e de que fomos, juntos, ver a nova montagem, a Urubu Come Carniça e Voa.

– É da porra!

Mário é um diretor foda! Conseguiu costurar as poesias do Miró em um espetáculo vigoroso, colorido – uma verdadeira tragialegria (expressão inventada agora, por mim – mistura de tragédia com alegria).

Está bem diferente do Hospital – e creio que melhor. Porque o grupo se superou em interpretação, entrega, amadurecimento gostoso de ver. Um clássico, posso dizer. Vi uma peça clássica, feita com entusiasmo raro. E raça.

Como adoro essa turma!

Hoje, no mesmo local do sobrado, levantaram um galpão – fruto de esforço, teimosia, talento, trabalho.

Deixo, aqui, o meu abraço emocionado a todo o elenco.

E o recado a você, aí do outro lado. Não deixe de assistir.

Para saber mais, clique aqui.

E mais não digo. Fui ali e já volto.

E outros beijos lambidos.

– Eca, é, Meu Cristo!

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É TEMPO DE AMAR

Eta danado!

Veja, ao lado, em primeira mão, a capa de meu novo livro de contos, Amar É Crime.

Que tal?

A capa é do amigo e editor Vanderley Mendonça, em cima de bela foto, gentilmente cedida, por Lúcio Cunha.

O livro está lindo, lindão!

Ontem, vi uma cópia impressa – um pocket book fofinho, em folha.

O lançamento será no dia 13 de julho, no Sarau da Cooperifa, lá com o poeta e queridamigo Sérgio Vaz e companhia.

Depois, dia 14 de julho, no Centro Cultural b_arco. E dia 15 no Recife e dia 16 em Garanhuns, etc.

Mas ainda é cedo para datas. Até lá, reforçarei o convite, é claro.

Por enquanto, só estou comemorando.

A chegada da nova cria.

Aqui, nesta segunda foto, o momento, ontem, domingo, em que o Vanderley me trouxe o rebento.

Grande Vanderley!

Em tempo: ele que, no Estadão da semana passada, foi festejado como o “Gutemberg do Brasil”.

Viva!

Lembrando de que o Amar É Crime sai pelo coletivo Edith que, inclusive, no dia 4 de junho, no mesmo b_arco, lançará mais quatro títulos.

Para saber mais, acesse aqui.

É isto.

Muito amor para todos nós e beijos emocionados e lambidos.

Fui.

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PRETO POBRE POETA PERIFÉRICO

Eta danado! É o Miró, ele. Lá do bairro da Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco. Ele, direto para Taboão da Serra. A poesia dele estreia amanhã, sábado, 21 horas. Em temporada no Espaço Clariô de Teatro. O mesmo grupo que montou, visceralmente, espetáculo baseado em contos meus, o Hospital da Gente. O mesmo grupo, dirigido por Mário Pazzini, levará ao palco os versos do Miró. Poeta porreta! O nome da peça já diz tudo: Urubu Come Carniça e Voa. Miró é foda! Miró escreve poesia com o corpo. Na pancada, no riso solto. Aquela graça na desgraça. Enfim, assado. Não perca. Mas uma empreitada deste que é um dos grupos mais originais que surgiram nos últimos anos. Abaixo, veja trecho de curta, sobre o Miró, dirigido por Wilson Freire. E já vá esquentando o peito. E é isto. E bom final de semana. E viva o Clariô! E viva Miró! E beijos.

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O PRATO E O SOLDADO

Aí você tem uma puta história, cheia de reviravoltas, e não sabe por onde começar a contar. Porra! Mas é aí que se revela o trabalho do escritor. Se escrever fosse só ter ideia, melhor seria contratar uma agência de propaganda. Voltemos à dança: aí dá bloqueio, aperreio, você rasga folhas, atira arquivos fora. E nada. Por isto que a primeira frase é a chave poderosa. A porta de entrada e de saída. O autor apressado quer contar tudo de uma tacada. Sem brilho, sem sedução. Dá-se a seguinte afobação: “Numa bela manhã de setembro, João, um rico empresário, nascido na cidade de São Paulo, sai de sua casa na Vila Madalena, beija a mulher, Janete, com quem está casado há 20 anos, entra no carro, um Fiat Palio, liga o rádio”. Caralho! Que saco! E o pior é que tem gente escrevendo deste jeito. Sempre digo: escritor bom não conta uma história. Escritor bom compõe uma história. Ora, vejamos. Você tem uma trama gigante na cabeça? O esqueleto de um romanção? Os detalhes todos à mão? Então aviso: ponha tudo isto a perder. Para ganhar depois, mais à frente. Explico: trate de jogar um prato do sétimo andar. Como? Um prato, simples, de refeição. Vazio ou cheio, não importa. Jogue já, na sua narrativa, um prato do sétimo andar. Isso pode provocar o seguinte fenônemo: “Caiu um prato do sétimo andar”. Quer ir mais além, completar? “Caiu um prato do sétimo andar na cabeça do soldado”. Isto não estava na sua história, estava? Bora em frente, bora embora. Agora você tem um desafio, instigante e urgente: como fazer aquela sua história, que você tinha, matematicamente desenhada, girar em torno do prato que caiu do sétimo andar? E em torno do soldado? Sei que é de foder. Vire-se. O problema é seu. Se, no meio do texto, pintar mais um bloqueio, atire outro prato. Ou: um soldado. A vida é assim mesmo, querido, querida. Fazer o quê? Ao trabalho.

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TRÊS TRECHINHOS

Primeiro: trechinho da apresentação feita por Ivan Marques para o meu livro de contos Amar É Crime, a sair em julho pela Edith.

“A literatura de Marcelino Freire é erguida sobre falas, frases roubadas, pedaços vivos do cotidiano e da matéria social brasileira, que ele recolhe com inteligência crítica, a exemplo do que ocorre em autores como João Antônio e Francisco Alvim. […] Em todas as histórias, vemos a mancha do crime cobrir uma extensa galeria de párias: os habitantes de um país periférico e não reconhecido, que emergem de seus vários cafundós com a vontade louca de “voar, voar, voar”. Esse voo libertário serve de metáfora não só para o amor, mas para a realização de todo e qualquer desejo: do vestido longo ao sofá achado no lixo. Voar, assim como amar, significa, ao cabo, apenas existir. E é apenas para recobrar esse direito que os personagens de Amar É Crime armam seus planos de vingança.”

Segundo: não é um trechinho, é um recado. Aproveito para avisar que amanhã, quarta à noite, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho, o mesmo Ivan Marques lança o livro Cenas de um Modernismo de Província, pela Editora 34.

Terceiro: para terminar, abaixo um trechinho da entrevista que dei a Ney Anderson, no blog Angústia Criadora. Para ler a conversa toda, acesse aqui.

“Não, o Jabuti nunca foi peso. Não parei de escrever por causa dele. Não escrevo pensando em Jabuti, em prêmios. Na época em que ganhei o Jabuti, não fiz concessão. Meu livro estava lá, com meu ritmo, personagens, ladainhas. Vieram e me deram o prêmio. Não pedi. Agora, falo sempre: tem escritor que recebe um prêmio deste e começa a peidar diferente. Não foi o meu caso, nunca será. Aliás, não inscreverei o meu novo livro em Jabuti nenhum. Não quero Jabuti. Eu quero o leitor, o comparsa, o cúmplice perfeito, por exemplo, para este novo “crime” que estou cometendo”.

Em tempo: aproveito para relembrar que amanhã, quarta, 19h30, estarei ao lado de Miguel Conde e de Sérgio Rodrigues em um debate sobre literatura contemporânea na Biblioteca Popular de Botafogo, no Rio. É isto. E aquelabraço. E por hoje é só e fui e té já.

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