Feeds:
Posts
Comentários

Archive for agosto \09\+00:00 2011

O PAI, O LOBISOMEM E A VIDA

Aí eles se juntaram e fizeram uma antologia.

Aí a Nina Ferraz pôs a mão na massa, pediu os contos, comprou a guerra.

Aí hoje vai ser o lançamento, a partir das 18 horas, na Botica do Quintana.

Aí explico: todos os que participam do livro fizeram oficina comigo. Hoje, são colegas de ofício. Tenho o maior orgulho deles e maravilha!

A antologia se chama A Medida de Todas as Coisas e o tema central é o “pai”.

Eta danado!

E a noite desta terça está concorrida.

Quem lança livro idem é o mano Manu Maltez.

Ele autografará o Meu Tio Lobisomem. Na versão física e na versão e-book.

A festa acontecerá na Livraria Zaccara, à Rua Cardoso de Almeida, 1356.

E ainda vai ter um show antes dos autógrafos.

Ave nossa! Sem contar que o João Anzanello Carrascoza lançará, também hoje, o livro de contos A Vida Naquela Hora.

Este, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho e sucesso para todos e vamos que vamos e bora embora. Fui.

Read Full Post »

UM CRONISTA MENOR, PERDOAI

Parafraseando o poeta Manuel Bandeira, eu sou, sim, um “cronista menor, perdoai”. Até porque escreverei microcrônicas. Rarará. Coisa assim, vupt, vapt. Ave! Explico, para quem ainda não sabe: eu fui convidado para ser colunista do jornal O Estado de S. Paulo. A estreia foi hoje, no caderno Metrópole. Estarei quinzenalmente. Nas outras segundas quem escreve por lá, faz tempo, é o escritor e sociólogo José de Souza Martins. Eta danado! Lembro-me: primeiro o Estadão, em janeiro deste ano, me pediu uns microcontos. Para um especial de aniversário da cidade. Isso já visando à minha participação no jornal. Eu enviei, na verdade, o que chamei de “microcrônicas paulistanas”. E seguimos conversando. Eu, sem saber e superanimado que fiquei com a proposta, comecei a postar microcrônicas sobre São Paulo no meu Twitter. Inclusive, algumas delas acabaram sendo traduzidas e publicadas em uma revista na Espanha e maravilha! Mas enfim: recado dado. Corra já nas bancas para comprar o seu jornal. E para me ver ao lado do Sérgio Vaz. Olha a coincidência: hoje, na mesma página, estamos eu e o querido poeta (de quem falei no pôste abaixo). Vaz inicia hoje, no Bar do Zé Batidão, a I Mostra de Cinema na Laje. Viva! Cabra: eu não estou dizendo que há alguma coisa de sangue, profunda, acontecendo mais visceralmente entre mim e essa turma poderosa… Fiquei honrado de, na minha estreia, encontrar o Vaz e os amigos da Cooperifa meio que abençoando a minha nova jornada. Estamos juntos, rapaziada. Agradeço as várias mensagens que recebi de boa sorte. E bora embora. E vamos que vamos. Fui.

Read Full Post »

VAZ OU NÃO VAZ?

Vaz não para.

Sempre inquieto o Sérgio, me liga com uma ideia, um motor no peito, como trabalha.

Vaz é foda.

Sempre fala: “quando a gente diz nóis vai é porque nós vamos mesmo”.

Vaz não é brincadeira.

Grande poeta, grande artista, meu irmão de palavra, de gesto.

Vaz é bronca.

É só ir lá no Sarau da Cooperifa para sentir. O verbo solto, a voz sem enrolação, o canto, o silêncio que celebra.

Vaz faz.

Hoje à noite, colocará na praça mais um livro, o Literatura, Pão e Poesia.

O lançamento acontecerá no CEMUR – Teatro Municipal de Taboão da Serra.

Estarei lá, levando o meu abraço.

E você, bundão, o que está esperando?

Vaz ou não vaz para ver a literatura, em carne viva, acontecer?

Fui.

Em tempo: irei também ao lançamento, amanhã, sábado, do livro Meu Filho, Meu Besouro, a estreia de Cadão Volpato na literatura infantil. Acontecerá a partir das 11 horas, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho. E eta danado!

Read Full Post »

EU, PRODUTOR

Suzana Serecé voltou das férias sertanejas.

E voltou, sobretudo, a revirar as minhas coisas.

– E essa foto, é, quem é, o quê?

Sou eu aos 18 anos. E já produtor.

Explico: estamos eu e meu irmão Luiz Freire no Teatro de Santa Isabel, no Recife.

À época, produzíamos juntos a peça, de minha autoria, A Menina que Queria Dançar.

A casa lotava, a criançada adorava, a temporada foi feita a duras batalhas.

Quem me vê hoje produzindo, por exemplo, a Balada Literária, nem imagina que essa agitação vem de longe.

Sempre fui teimoso, sempre dei a cara para bater.

Uma curiosidade, a saber: no elenco do espetáculo, Patrícia França.

Olha ela aqui, ao lado, aos 14 anos, que gracinha!

Foi a estreia teatral dela. Ganhou os principais prêmios do ano.

Depois, fez comerciais locais, foi convidada para peça de João Falcão, foi parar na Rede Globo de Televisão.

Eta danado!

– E esta fotinha aqui, é você, é?

Vestido de bailarina? Eu não.

Suzana “Insana” voltou com o fogo no rabo.

Minha Santa Periquita, dá-me proteção.

Read Full Post »

PRECISA-SE

Meu nome? Linda. Lindalva. Maria Lindalva. O quê? Qual cor? Como assim? Se sou mulata? Mestiça? Deixa eu pensar. Acho, sei lá. Que eu não sei se sou. Deixa eu me explicar. É que a gente põe assim a cor da gente na ficha. E parece que facilita, entende? Dá na vista. Negrinha, negrita. Negona. O meu namorado me chama de negona. Queimada. Ele tem esse direito. Desculpe eu dizer. Na cama. Minha flor. Meu amor. Assim: um carinho de pele. Sabe: um toque. Aí eu me sinto tanta mulher. Tudo o que se é sem ser. Mulher, pois é. Mais do que eu sou. No mesmo corpo que desabrochou. O outro lado da mesma moeda. De rainha a mocréia. Na cama. Vermelha. Ele diz que eu tenho a beleza brasileira. Ele, pretinho. Meu moreninho. Não sei se o senhor me entende. Eu tenho mesmo que dizer? Para valer? Tenho medo de ficar marcada. A ferro. Sério. Não pode ser só Lindalva? Maria Lindalva? Minha mãe disse que viu uma estrela. Quando eu nasci. E o céu estava tão bonito. Azul infinito. Essas coisas de Deus. Minha deusa, deusinha, ela dizia. Minha mãe se chamava Edileuza. E já está em bom lugar. Orando por mim. Lá de cima. Tudo lá de cima. A mesma coisa. Cinza. Em São Paulo. Nublado. Eta danado! Cidade dos diabos. É tudo tão misturado. Ah! Perdão, me desculpe o jeito. Sei que eu não posso demorar. O senhor quer mesmo saber? Qual a minha cor, não é? Para escrever aí, no questionário. Deixa eu pensar. O que o senhor acha que eu sou? Olhando para a minha cara. Bem para minha cara. O que eu sou? Assim, no espelho? Coloque aí, escreva: mestiça. Isso: doméstica mestiça. Pode anotar. Só não vai contar para ninguém, tá?

[ Miniconto meu, antigo, que eu nem lembrava ter escrito.
Foi publicado em caderno especial sobre mestiçagem,
no jornal O Globo.
Quem me lembrou do miniconto foi
a Daniela Meirelles,
direto da Universidade do Novo México.
Valeu e viva e maravilha! ]

Read Full Post »

GRA-VAN-DO

Há quem escreva como se estivesse filmando um filme B. Nada contra filmes bizarros, mal filmados, cults. Mas é preciso saber. O que a gente critica no cinema clichê, a gente comete na escrita. O mesmo erro de foco, equívoco de visão. A imagem gasta e barata. O roteirinho chavão. Vejamos a seguinte frase: “fez uma expressão de espanto”. Agora, testando: filme você esta frase. Sim. Luz, câmera, ação. É ou não é uma tomada amadora? Eta porra! Vejamos outra frase, costumeira: “beijou suavamente o seu rosto”. Atenção: ligue a filmadora e ponha essa frase em movimento. Que vexame! Eu sempre digo, brincando: frase ruim é frase, assim, que daria uma cena constrangedora. Na grande tela. Que merda! Mais outra frase, da qual já falei aqui: “caminhava lentamente”. Ah! Já sei. Eis, aqui, o recurso da câmera lenta. O escritor cheio de efeitos especiais. E por aí vai: “num movimento brusco”, “seus lábios sorriam”, “encarou-o com revolta”, “olhou bem nos seus olhos”, “sentiu um vazio dentro do peito”. Repito: tudo frase falsa. Tipo: quando a gente quer falar de sentimento nos nossos parágrafos. Provar que os nossos personagens vivem. Que estão pulsando. Quanto engano! A gente exagera no close. A gente apela. E olhe que eu estou comparando isso com o cinema. Frases que estariam, digamos, mais para um take de novela. Mas deixemos esse capítulo para uma próxima conversa. Fui.

Read Full Post »

HORA DE ACORDAR

Aí os acomodados dizem assim: a literatura contemporânea está morta.

Nada acontece.

Aí eu pego o meu livro debaixo do braço e viajo.

Olha eu aí, ao lado, com o Amar É Crime no sovaco, em foto do Fernando Gomes e ave!

Ter participado do Sarau Bem Black, que acontece há dois anos no Pelourinho, em Salvador, me encheu de vigor.

Nelson Maca, na foto comigo, é fera.

É emoção braba. A fala, a poesia dele, a postura, a luta.

Porra!

A casa lotada de DJ, poetas, contistas, tambores… E a palavra solta, desengaiolada. Desengravatada. Sem sonolência.

De fato, para quem coloca a bunda na cadeira e fica bufando letras anêmicas, a literatura deve estar mesmo azeda, sem brilho.

Meus amigos de ofício, acordem já e agora!

Sem contar, ora, o carinho que recebi de todos lá na Bahia – especialmente da família do Maca. Que abriu a sua casa para me receber com bobó de frango, carne seca, jerimum.

E ainda tem quem se vangloria: de que a sua editora deu um jantar no Fasano.

E é mesmo, mano?

Vai catar coquinho.

Estamos precisando de mais verdade, afeto. Por onde passei, sério, encontrei velhos e novatos leitores. Recebi o respeito de todos. Esgotei livros, reanimei as forças. Tantas coisas que eu trouxe na bagagem.

Viva!

Agradeço a todos que estão comigo nesta nova trilha.

Amorosa e criminosa.

Vamos que vamos e bora embora.

E você, quando vem?

Eu fui faz tempo.

Salve, salve, saravá, amém!

Read Full Post »

« Newer Posts

%d blogueiros gostam disto: