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Archive for fevereiro \29\UTC 2012

LINS EM RIBEIRÃO

Adoro visitar sebos no interior. Sempre que vou. Porque raridades ainda se escondem, ali, nas estantes.

Encontrei uma delas, um dia, de passagem por Ribeirão Preto, em São Paulo.

O clássico livro de contos Nove, Novena, do pernambucano Osman Lins (imagem ao lado), publicado em 1966 (um ano antes de eu nascer).

E o que é curioso é que Osman, feito eu, esteve de passagem pela cidade. Será que foi participar de alguma palestra, homenagem, sei lá, quem saberá?

Adorei a coincidência.

Eis o que ele escreve – dedicatória, inclusive, bastante curiosa, a saber: “À garôta Rosa Lúcia, verdadeiramente uma rosa muito bonita, um beijo carinhoso do amiguinho Osman Lins. Ribeirão Prêto, 28-5-69“.

Eta danado!

Em casa, eu já tinha um exemplar desse livro, também autografado. Para não ficar com dois, dei o outro ao amigo Lirinha, também fanático pelo autor de Avalovara.

Ave nossa!

Por hoje é só e fui e bora embora.

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EU NA PURPURINA

Depois do Carnaval, nada melhor do que você me assistir na Purpurina. Explico: fui entrevistado por Paulo Mayr para o Blog Repórter, o programa do Duílio Ferronato. No bate-papo, direto da minha casa, falo de meu primeiro bairro em São Paulo, da edícula em que morava, do número de carros na Vila Madalena, do nome das ruas por onde ando, de microcontos e, também, da próxima Balada Literária, com novidades, aliás, em primeira mão. Para assistir, clique bem aqui em cima e continuamos nos falando. E valeu e, agora sim, para todos um bom começo de ano. Fui.

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MEU IRMÃO HORS CONCOURS

Eis o meu irmão, Luís Freire.

Você tem um irmão travesti? Perguntou-me o Chocottone. Não. O que é uma pena, respondi. Ou pluma.

Perdão pelo trocadilho.

Já falei deste meu irmão no antigo blog eraOdito. O curioso é que a vida dele daria um livro. Que, um dia, eu escrevo. Prometo.

Luís é o verdadeiro artista da família. O pioneiro em dar a cara para bater. Ou para maquiar. Esse sertanejo não poupou talento. Nem energia. Para realizar sua grande teimosia: ser Hors Concours do carnaval pernambucano.

Para quem não sabe, os concursos de fantasia paravam o Recife no tempo em que meu irmão concorria. E ganhava todas. Eu, adolescente, já querendo ser escritor, era quem dava os temas para as roupas que ele mesmo criava, confeccionava. Daí as homenagens que ele fez, nas passarelas, a Dom Quixote, Camões, João Cabral, etc. e tal.

E ninguém conseguia barrar o cabra. Uns três meses antes de o Carnaval chegar, nossa casa já se enchia de lantejoulas, pedrarias, purpurinas. A TV transmitia tudo. E a família aguardava, na torcida, meu irmão vestir seus personagens. E saíam reportagens no outro dia, entrevistas em todos os canais. Meu irmão era bastante assediado em tempo de folia. Era ele o Clóvis Bornay do Recife. Daí, ter recebido do Governo do Estado o título de Hors Concours. Como ele sempre sonhou.

Depois, Luís se cansou, mudou-se para o Rio de Janeiro, chegou a trabalhar em algumas escolas de samba de lá e hoje, ainda morando no Rio, dá aulas de educação artística, artesanato – já esteve, até, no programa da Ana Maria Braga – e, também, cria diversos objetos de cena para as novelas da Rede Globo.

De quando em vez, ele me liga para avisar coisas do tipo: “hoje o Tony Ramos vai atirar na cabeça da Suzana Vieira um dos jarros que eu criei”.

Grande figura!

Veja, abaixo, algumas de suas antigas criações carnavalescas.

Eta danado!

Em época, assim, de brilho e de folia, não tem como eu não me lembrar deste meu querido irmão. Aproveito para desejar um ótimo Carnaval para ele. E para quem me acompanha por aqui.

Vamos todos copular.

No mais, volto aqui só na segunda depois da festa, dia 27 de fevereiro.

Salve, salve, saravá, alalaô, ô, ô, ô, ô, abração e beijos.

Fui.

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MEU CACHORRINHO

Um leitor me procurou e perguntou: você não gosta de animal?

Assim: cachorro, gato, papagaio.

Isso porque ele leu meu pôste aqui no blog intitulado A Raça Humana, do dia 9 de janeiro de 2012. Em que falo que cachorro não é gente.

Ave nossa!

Você me entende?

Gosto de cachorro, sim. Só não gosto do tipo de dono que fica tratando cachorro como se fosse ser humano.

Puta que pariu!

Isso me enerva.

Eu que já fui dono, vejam só: não de um cachorrinho, mas de uma cadela. Chamava-se Merica – nome que a minha mãe deu.

Nesta foto (que acabei de achar no baú), estamos eu (o mais branco), meu irmão Manoel e ela, a nossa pastora alemã.

Companheira de brincadeiras, caçadas, cocô no jardim, latidos na madrugada.

Em nossa casa (ao fundo, na foto) ela era livre e feliz.

Não tinha essa de sentar à mesa para tomar café, assistir TV na sala.

Outros tempos.

Ah! Também gosto muito de gatos.

Mas essa história fica para depois.

Que eu tenho mais o que fazer.

Fui e aquelabraço.

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CARNAVAL EM SÃO PAULO

[01]

São Paulo tem samba no pé, sim.
O resto do corpo é que fica parado.

[02]

Covardia de quem diz que São Paulo é o
tum tum tum tum tum túmulo do samba.

[03]

Em São Paulo, não é só a quarta-feira
que é de cinzas.

[04]

Em São Paulo,
bloco só de concreto.

[05]

O Carnaval em São Paulo
é implícito.

[06]

Em São Paulo não há Carnaval
para não atrapalhar o trânsito.

[07]

Atrás de trio elétrico nunca.
São Paulo gosta é de ir na frente.

[08]

Em São Paulo, quando alguém
sai na avenida é para fazer protesto.

[09]

São Paulo pula o Carnaval, sim.
Ou seja: ignora, parte para
a próxima, passa batido.

[10]

São Paulo prefere dar o dinheiro.
E a gente que faça a festa fora de casa.

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NOSSA PAULICEA

Conheci Mário de Andrade em uma coleção da Editora Abril.

A coleção: Grandes Personagens da Nossa História.

Gostei do olhar melancólico dele. Da coragem, dos versos.

E gravei o endereço do poeta: Rua Lopes Chaves.

Cheguei em São Paulo em 1991. E um dos primeiros lugares que visitei foi a lendária casa do Mário. Hoje, a Casa da Palavra, na Barra Funda.

Seu livro, Paulicea Desvairada (mantenho a grafia original), virou referência artística minha, afetiva. O nascimento, ali, do meu idem “Desvairismo”.

Daí o tempo corre, segue nos atropelando. E eis que tive a oportunidade, faz algum tempo, de ter em mãos a primeira edição do Paulicea. Livro que é, como se sabe, um marco do Modernismo.

Adquiri o exemplar – de dois amigos queridos, donos de um sebo, à época: Rui e Eleonora.

É um livro para o qual, aqui em casa, sempre olho e namoro e toco e respiro um pouco daqueles idos rebeldes.

Eta danado!

A capa (escaneada) acima é a desta minha – nossa – raridade. Datada “aos 21 de Julho do anno de 1922, 100º da Independência do Brasil”.

Nada melhor para compartilhar aqui com vocês, hoje, 90 anos depois do começo da Semana de Arte Moderna, o apetite daqueles dias.

Salve, salve, Mário!

E saravá e viva!

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MEU COLEGA MAIS MOÇO

Na Sessão de Autógrafos, hoje, venho de Millôr Fernandes.

Gênio, gênio.

Lembro: fui atrás dele, no ano de 2001, para uma entrevista. Um perfil que eu faria para a revista Continente, de Pernambuco.

Foi osso duro.

Millôr dificilmente atende a esse tipo de pedido.

Atendeu-me de pronto.

Venha ao Rio. E eu fui, correndo. Conheci seu escritório vermelho, seus desenhos. Passamos horas hilárias papeando. Até que ele me disse: que tal comermos algo?

E entrei no carro do Millôr. E ele me levou a um restaurante ali no Leblon.

Lá, ele autografou (imagem acima):

Rio.21.setembro.2001

Ao Marcelino,
que tentou me pegar
em alguma originalidade.
Com a estima
de seu colega 
mais moço

Millôr

Depois desse encontro, troquei ainda emails e telefonemas com o mestre – que, por causa da matéria que fiz com ele,  acha, até hoje, que eu sou jornalista.

Rarará.

Convidei-o para a antologia Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século, que criei e organizei para a Ateliê Editorial em 2004.

Sobre isto, o próprio Millôr nos conta aqui.

Eta danado!

Valeu, bom final de semana e aquelabraço.

Fui.

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