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Archive for agosto \06\+00:00 2013

POR UMA NARRATIVA LIVRE

Foi o Pablo Capilé, na entrevista ontem no programa Roda Viva (assistam clicando aqui), quem falou: somos donos de uma narrativa livre. Expliquemos: estamos ali, juntando a poeira, os cacos, lado a lado, olho a olho com a manifestação. Os outros jornalistas são bundão. De bunda na cadeira, no assento de um helicóptero, discorrem sobre política, sumiço de Amarildo, vandalismo, etc. e tal. Adorei a expressão: narrativa livre. Para pensar aqui, por exemplo, sobre o nosso meio literário. Há quem lamente o fim da revista Bravo! e tenha torcido a cara para o fechamento do Sarau do Binho. Questão de peso. E de preferência. Creio e vou além. Não instingo ninguém para militância. Mas, é bom que se diga, não só os jornalistas é que têm de apreender (sim, o verbo é “apreender”) com essa nova maneira de dar (e receber) a notícia. Os escritores idem, por favor, abram os olhos. Para fora das academias. Das grandes editoras. É preciso, sempre, fazer alguma coisa. Para a literatura não morrer. Anêmica e desmilinguida. Na ABL ou fora dela. É triste de ver. Todo mundo querendo sentar no trono. Exceto, digamos, o Capilé. A considerar: ontem na entrevista, no Roda Viva, não parava ele de rodar. Fácil observar como estava “acomodado” à cadeira. Sem se “acomodar”. Com vontade a toda hora de escapar. Avante, à praça. Bruno Torturra, amigo que conheço de longa data, fazia o mesmo. A seu modo. Comedido. E, às vezes, assustado. Como criança que ouve os mais velhos, educado. E, na prática, desobedece. Gostei de ver o embate. A provocação. Repito: tirar da mesmice todas as áreas de atuação. E esta atitude, confesso, me enche de satisfação. E de combustível. Não é de hoje que, modéstia à parte, eu toco há oito anos um evento literário. A duras batalhas. E à margem. Não é de agora, faz mais de uma década, que os saraus se multiplicaram pela periferia. E poetas ganharam os bares e as ruas. Vi muitos deles, inclusive, empunhando suas cartolinas. Enfrentando policiais muito além de suas páginas. Escritas. Todos formando, de alguma forma, um só exército de ninjas. Sem tempo a perder. Donos de narrativas ativas e livres. Dessas capazes de mudar o nosso país. Assim. Urgente. E para valer.

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FACE A DÚVIDA

[1] Por que eu resolvi mesmo entrar no Face?

[2] Dizem que não tem como sair dele, é verdade?

[3] Como responder mais rápido à solicitação dos amigos (já são centenas e centenas deles)?

[4] Como evitar que os inimigos fiquem dando a cara (fotos e fotos e fotos piscando) na minha página?

[5] Tenho mesmo que responder a toda hora no que eu estou pensando – e se eu não estiver pensando em nada?

[6] Por que tem tanta gente com nome de índio sem ser índio – e quando um índio for mesmo índio, como a gente sabe?

[7] Por que no Face a vida (cachorros, crianças, praças, eventos e doces) está sempre em movimento – se a impressão que eu tenho é que tudo está parado?

[8] Por que no Face, ao que parece, navegar é preciso e viver não é preciso?

[9] Por que fazer tantas perguntas de uma vez só em apenas duas semanas de uso, meu bem?

[10] Se você não está curtindo o Face, tem quem curta. Por falar nisto, quantos curtirão de fato essas minhas dúvidas, hein?

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REZANDO EM BUENOS AIRES

Estive em janeiro passado em Buenos Aires. Em várias ocasiões, eu me encontrei com Lucía Tennina. Para conversar sobre o livro Contos Negreiros, que ela estava traduzindo. Os amigos Álvaro Andrade e Leonardo Drehmer resolveram gravar um de nossos encontros. E aproveitaram para fazer um vídeo que, meses depois, foi exibido no lançamento da edição argentina, acontecida no Malba. Eta danado! Confira o registro aí embaixo. Com direito à reza que eu fiz. Em portunhol bem melhor do que o do Papa Chico. E vamos que vamos. E beijabraços. E tenho dito.

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