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Archive for março \31\UTC 2014

POEMINHA PARA LIBERDADE

um pinto dormindo
do lado que ele quer

à sombra de um homem
a luz de uma mulher

viajar à padaria
pão na chapa

depois de uma ressaca
beber muita água

bater uma punheta
na hora do gozo ir além

ao encontro do olhar solto
daquele moço do trem

escrever um poeminha
sem pensar em nada

verso livre para você
e assim para ninguém

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VIGÍLIA PELA LIBERDADE

É hoje, domingo, na Praça Roosevelt. Vários eventos celebrando a liberdade às vésperas dos 50 anos do fatídico golpe militar. Daqui a pouco, às 18 horas, eu e outros escritores faremos uma homenagem ao escritor Marcelo Rubens Paiva. E ainda haverá shows, lançamentos, dança, cinema. Venha. Para saber mais, clique aqui em cima. E vamos que vamos. E abraços e té já e salve, salve e saravá!

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ABRE OS OUVIDOS, MENINA

FabiCida

“Cantora como eu hoje, no país, não tem. Meu foco é rasgar o útero em cima do palco. Talvez tenha e eu não sei”, disse ontem, em entrevista ao Estadão, a cantora Maria Rita. Ela que está lançando um novo CD de samba. Ai, Meu Santo Periquito! Alguém precisa falar para ela das grandes cantoras que nós temos, sim. Fabiana Cozza, por exemplo, faz o que, no palco, há um bom tempo? Inclusive, a própria Maria Rita já dividiu o palco com a Fabiana. Deve ter esquecido. E temos ainda a Ione Papas, Juçara Marçal. E a Jussara Silveira. E a recém-chegada Luciana Oliveira. E o que dizer das poderosas Áurea Martins, Célia, Cida Moreira? Eta danado! A lista é grande. De todas as gerações. E corações. Ave nossa! Abre o olho e os ouvidos, menina. Diria a sua mãe, a sempre viva, arrebatadora e legítima Elis Regina.

Em tempo: na montagem acima, duas de nossas grandes intérpretes, soltando a alma e o vozeirão: Fabiana Cozza e Cida Moreira.

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POEMINHAS SUJOS

*

[1]

Deitada na pia
uma barata fazia
fisioterapia.

[2]

Anda de olho
na minha cabeça
o piolho.

[3]

Tem o rei
na barriga
a lombriga.

[4]

Coitado do pé
não consegue correr
do próprio chulé.

[5]

Lei comum
essa de prender
e soltar pum.

*

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47 MOVIMENTOS

EuRolim

Hoje eu acordei com 47 anos. Feitos ontem, dia 20 de março. Hoje eu acordei em 1967, em Sertânia. Contaram-me. Nasci no dia em que a pequena cidade do sertão pernambucano enfrentava uma grande enchente. Ela, tão seca, de repente viu muita chuva. Nasci de sete meses, em plena ditadura militar. Hoje acordei pensando nisto, no Brasil, no destino. Nas forças revolucionárias, sei lá. Muito mais que uma guerreira, minha mãe era uma guerrilheira, mesmo sem saber o que era isto. Ela queria desbravar, sair do lugar, se exilar mundo afora. E foi. Aos três anos, cheguei em Paulo Afonso, na Bahia. Hoje acordei em Paulo Afonso. Na cachoeira, no Cine Castelo, onde assisti a meu primeiro filme. Voltei à praça em frente ao Cine Castelo, eu rodando no mesmo carrossel em que passei mal. Até hoje, não consigo ficar girando em um mesmo círculo. Fiquei pensando nisto. Estou pensando nisto. No movimento. A todo tempo uma inquietação. A família veio morar no Recife em 1975. No Recife, estudei, fiz teatro, entrei para a faculdade, larguei a faculdade, me apaixonei, participei de grupos de poesia, montei peças, produzi, me aprimorei em oficina de criação literária, escrevi meus primeiros contos. No ano de 1991, vim para São Paulo. Zerado de tudo, sem emprego, instalado na casa de um querido amigo, generoso e único. Em São Paulo, trabalhei com revisão de textos, anos malhando em agência de propaganda, em contato, não tanto com a propaganda, mas, sobretudo, com a língua portuguesa. Conheci escritores, fui indicado para minha primeira editora por um grande crítico literário, publiquei volumes de contos, participei de antologias geracionais, aprontei projetos de circulação de livrinhos, assim, gratuitos, fiz muitos amigos, irmãos, coordenei oficinas idem, assim como o meu mestre, lá no Recife, ganhei um prêmio, perdi outros, viajei muito, abandonei a revisão, criei um evento literário que, neste ano de 2014, completará sua nona edição, e apresentei shows, encontrei uma ou outra nova paixão, bebi muitas cervejas, ave nossa, beleza. E hoje, ufa, aos 47 anos, acordei, mais velho e mais feliz, em Paris. Estou ainda me perguntando: que significado tem essa data de ontem, passada tão longe, na França, onde vim lançar a tradução de meu primeiro romance, depois de vários livros de contos? Eu não saberia dizer. Sei que foi o trabalho o que me trouxe aqui. As escolhas que eu fiz, a duras batalhas e penas, pelo caminho. O destino, em boa parte, nos guiando. Sem sair de Sertânia. Explico: estou aqui, como estive em outros cantos, mas quem me trouxe, sempiternamente, foram Sertânia, Paulo Afonso, Recife, São Paulo. As cidades também vão nos levando. Construindo, com a gente, a alma que finalmente carregamos. Agradeço por isto, mesmo sem saber, nesta manhã, o que representam, de fato, esses meus novos 47 anos. Só sei que eu vou, lutando. Só sei que a vida é essa ida, à frente, avante, adiante e vamos que vamos. Em tempo: o desenho acima foi feito especialmente ontem pelo amigo paulista, de Santos, Vitor Rolim. Ele que veio passar uma temporada na França. Ele e a sua arte, correndo pela vida, para chegar lá, chegando, e viva! A foto abaixo também foi ele quem clicou. Aproveito para agradecer ao jovem artista. E a todos os que me enviaram centenas de mensagens via e-mail, telefone, via Face. Obrigado, de verdade. Vocês também, desta minha constante e renovada trajetória, fazem especial parte. Valeu, amém, saravá e salve, salve!

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SERTÂNIA NA SORBONNE

E eu, sertanejo de Sertânia, que nunca pensei que um dia seria estudado, recebido lá na Sorbonne, na França, eta danado! Para conferir toda a programação, clique aqui em cima. Sigo agorinha, daqui a pouco, para uma viagem a convite do Salão do Livro de Paris. Superfeliz, aliás, com a edição de “Nossos Ossos” para o francês. Ficou assim: “Nos Os”, traduzido por Paula Salnot e saído pela Editora Anacaona (capa abaixo). Viva e maravilha! De lá, mandarei notícias. Valeu, beijos a todos e a todas e au revoir, salve, salve, amém e saravá!

CapaOs

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UM OSSO SÓ

Eta danado! O amigo e cantor e compositor e escritor e artista plástico Manu Maltez me mandou um desenho porreta! Estamos eu e ele correndo em direção a um osso só (imagem abaixo). É pegar ou largar. Bom explicar: trata-se do desenho que ele fez para o show “Ossos do Ofídio”. Sim, o mesmo título desse blog aqui. Eu farei participação neste show do Manu. Será no dia 27 de março, uma quinta, às 22 horas, na Casa de Francisca. Mais detalhes darei mais à frente. Esse pôste é apenas para ir criando um clima, de repente. Do que vem por aí. E vamos que vamos. Com amor, confiança e luta, sempiternamente.

Eu e Manu

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