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Archive for dezembro \30\UTC 2014

PALAVRAS DE AGRADECIMENTO

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*

Por tudo o que de melhor aconteceu Meu Senhor de Oyó agradeço. Quem viu a luta que foi o ano que termina. Iluminado. Pai justiceiro e dos incautos. Agradeço.

Pelas paisagens outras. Inauguradas. Agradeço. Pelos sinceros amigos ao meu lado. Parceiros de fé. Em minha companhia. Protetor da harmonia. Agradeço.

Pela saúde. Teimosia. Essa vontade de subir do chão. Kaô Cabecile do Trovão. Dar terreno à imaginação. Realizar. Sem preguiça. Com determinação. Agradeço.

Kaô Cabecile da Justiça. Pelos ensinamentos. Acontecimentos. Pelo eterna paixão com que fazemos o mundo acontecer. Kaô Cabecile. Meu Pai Xangô. Agradeço.

Continue me dando forças para continuar. Lutando e progredindo. Conquistando com humildade. O que tenho para conquistar. A colheita verdadeira. Deste futuro.

Morador no alto da pedreira. Dono de nossos destinos. Agradeço. E peço vossa luz e proteção. Livrai-me da escuridão. De todos os males. Livrai-me. De todos os inimigos visíveis e invisíveis. Hoje e sempre.

Salve! Salve!

Agradeço sempiternamente pelo ano que se vai. Kaô Meu Pai. Senhor de Oyó. Faremos do novo ano um ano melhor. Cheio de boas palavras. Meu Pai Xangô.

Agradeço e desejo a todos um 2015 cheio de justiça.

De luz, de paz e de amor.

*

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FELIZ 1892!

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Esta foto acima, dessas duas crianças, inspirou o meu último texto do ano lá na minha coluna no site Livre Opinião. Para conferir, clique aqui em cima. E avante! Um feliz ano-novo para todos nós. E até a próxima. E vamos que vamos. Salve, salve. E abração no coração.

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POEMINHA SÓ PARA O ANO QUE VEM

*

amor
saúde
prosperidade

para o ano que vem
para o ano que vem

dinheiro
sexo
felicidade

para o ano que vem
para o ano que vem

realizações
boas vibrações
muito sucesso

para o ano que vem
para o ano que vem

todo mundo me deseja
tudo agora sem demora
só para o ano que vem

e o que é que eu faço
enquanto espero
alguém sabe me dizer?

hein?

*

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10 MICROCONTOS SOBRE SAUDADE

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*

[01]
Cupim
no beliche.

[02]
Dá fome à mesa
o prato vazio.

[03]
Bateu o coração
em disparada.

[04]
Só não morro
porque já morri.

[05]
Devia nascer uma mãe
quando uma se vai.

[06]
O futuro é mendigo.

[07]
No fundo do mar
nosso navio.

[08]
Meu pensamento sabe
onde você está.

[09]
Meu pai agora
sou eu.

[10]
Se foi amor
se foi.

*

[ Na foto acima,
meu pai e minha mãe ]

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NATAL À MARGEM

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Aí o menino quer matar o Papai Noel. Em plena noite de Natal. Em Natal. Aí tem uma outra menina, raquítica, que quer ser Xuxa. Mas a Xuxa está velha, diz a mãe da menina. Xuxa, nem a Globo quer mais, minha filha. E há uma família inteira contra a paz. Cansada de guerra. Que só estoura para um mesmo lado. A culpa é da paz. A culpa é de Deus. Consciência é coisa de rico. Gritam os meninos. Endiabrados. Com pistolas na mão. E rodos de limpar vidros de carro. É um assalto, um assalto, um assalto. Ao lado da igreja. No mês do aniversário de Jesus. À praça do bairro Esperança. Nenhuma esperança. Explico: para quem já leu alguns de meus contos, sabe onde estão esses personagens. Para as páginas de meus livros eles pulam. E agora pulam aos palcos. Mais uma vez. Sob a direção de Marcondes Lima. Ele que já havia posto em cena outros textos meus no Recife. Na peça “Angu de Sangue”. Na peça “Rasif”. Ele foi convidado para dirigir, agora, a Bololô Cia. Cênica. Fui lá assistir. Isso: em Natal. Aberto ao público. Alguns, da platéia, achando que iriam ver algo mais pacato. Sininhos que dobram. Anjos que anunciam a chegada do Senhor. Nada disso: policiais armados. Tiros para todo lado. Em referência doída ao bairro da Ribeira, onde o grupo está sediado. Seus personagens estão lá, sediados. Eles me falaram. Nas ruas da Ribeira. Em toda parte. Há quem já tenha criticado o espetáculo. Dezembro é mês de festa. É data cristã. Por que não elevar o pensamento? Pensar em um melhor amanhã? Ora. E não é o que Bololô está fazendo? Não deixa de ser um verdadeiro pensamento de comunhão. Este. O de mostrar às famílias ali, reunidas, que a realidade só vai melhorar se a gente tomar consciência dela. Quando o mundo se irmanar em um só mundo. Possível. É de amor o que a peça fala, sim. Pela falta de amor, escancara a nossa carência. Urgência de afeto. Exigência de solução. É vendo o nosso irmão que nos reconhecemos na queda. Estamos todos juntos. E solidários. À mesma margem. Não adianta enfeitar de luzes a cidade. Maquiar de bonecos natalinos a paisagem. É preciso lembrar: Papai Noel existe. Mas chegará para poucos. Isso se conseguir chegar. Vivo. Ao seu. Nosso destino. Em tempo: vale ressaltar a vigorosa atuação do grupo. Todos entrosados, entregues ao trabalho sério. E corajoso. Original, mais uma vez, a direção de Marcondes, com a assistência de Cerone Pontes. A carpintaria da dramaturgia, certeira, unindo e recriando alguns dos contos, ficou por conta do jovem e talentoso Rafael Barbosa. E a trilha, eta danado, está primorosa. E os vídeos. E figurinos. E tudo o mais. Visceralmente “luminoso”. Igualzinho ao ano de 2015. Pelo menos é o que desejo. Apesar dos pesares. A todas e a todos. E atenção, fiquem ligados: a peça “Margem Ribeira” continuará em cartaz até o final de dezembro. Lá em Natal. Feliz uma cidade que tem um espetáculo assim. Eta danado. Feliz Natal!

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A BALADA ABRAÇA E AGRADECE

Hoje, quarta, fizemos um último encontro. Eu, Tania Reis e Anna Zêpa (foto abaixo). Para colocar as energias em dia. E as contas da Balada Literária 2014. Publicamente, agradecemos a todos e a todas que contribuíram para que a gente saísse um pouquinho do sufoco. Não sabem vocês o quanto foi importante essa força. Conjunta. Para manter de pé um evento literário que é feito com amor, afeto, vontade. E é isso, sempre, o que nos anima a continuar na luta. Pela literatura sem frescura. Livre, pulsante, viva. No ano que vem, entraremos na décima edição do evento. Movidos pelo mesmo entusiasmo. E contando sempre com a amizade e o carinho dos baladeiros. Nosso agradecimento vai para os leitores e leitoras. Convidados e convidadas. Jornalistas e entusiastas. Parceiros, patrocinadores e apoiadores. À equipe inteira. Gente que faz a diferença, sempre. Avante, felizes e confiantes. Um feliz 2015. Com boas palavras para todo mundo. Valeu, valeu. E vamos que vamos. Nosso coração agradece. Comovido. Salve, salve, saravá, amém, Meu Pai. Fé e felicidade. E até breve. E beijos no umbigo.

AgradBala

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HOJE NÃO TEM POEMINHA

*

não tem você
nem verão

hoje não tem poeminha

no quarto à tarde
à cabeceira

sem luz
a vela acesa

hoje não tem poeminha

faltará futuro
ao mundo

no chão
a pedra sem fruto

hoje não tem poeminha

no céu
a asa partida

às coisas mais pobres
da vida

hoje não tem poeminha

nesta página
mesmo virando a página

minha alma estará
sozinha

hoje não tem poeminha

*

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