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Archive for janeiro \19\UTC 2015

ANDRÉ CARNEIRO NO ESPAÇO

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Só hoje, quase agorinha, fiquei sabendo, por meio da poeta Eunice Arruda, da morte de André Carneiro (foto acima). Romancista, poeta, contista, roteirista, cineasta. Ave nossa! Um artista múltiplo. Falecido em novembro passado. Conhecido mais fora do que dentro de nosso país. Era considerado o Papa da Ficção Científica aqui no Brasil. Foi amigo de Arthur C. Clarke, com quem assistiu à adaptação, para o cinema, do clássico “2001 – Uma Odisséia no Espaço”. E conviveu idem com Graciliano Ramos, Cassiano Ricardo, Carlos Drummond de Andrade. Natural de Atibaia, vivia, há vários anos, em Curitiba. Eta danado! E, além de tudo isto, falo com orgulho: foi ele o meu primeiro mestre em São Paulo. Cheguei aqui em 1991 e fiz a sua oficina de criação literária na Casa Mário de Andrade. Ficamos próximos. Lembro-me dele, na noite de autógrafos de meu primeiro livro, em 1995, lá, de plantão, fazendo questão de dar as boas-vindas e brindar aos meus contos que ele ajudou a burilar. Em 2000, foi ao lançamento de meu “Angu de Sangue”, livro que reúne alguns dos contos também lidos por ele, outrora, em primeira mão. Faz um tempão, nos falamos ao telefone. Eu o convidava para que viesse à Balada Literária. Já estava doente, perdendo a visão. Mas continuava com seu sorriso largo. E não se esquecia de minha participação em seu curso. Eu sabia que você ia seguir firme nessa carreira difícil, sempre me dizia, com alegria. Agradeço, aqui, publicamente, por tudo o que aprendi com ele. E pelo tanto que ele me iluminou. E continuará me iluminando. Lá, do espaço, entre as estrelas, em seu merecido descanso.

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ALGUNS PONTOS DE LUZ

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Na minha primeira coluna lá no site Livre Opinião, escrevi sobre a trajetória da luz. Na literatura e na canção. Ave nossa! Será que virei um místico? Sei lá, sei não. A foto, acima, aliás, fui em quem tirou. Em um recente retiro “espiritual”. Lá no Uruguai. Eta danado! Saiba mais sobre isto clicando aqui em cima. E muita luz para nós todos. E viva e bom final de semana e aquelabraço!

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POEMINHA DO NADA

Para Manoel de Barros,
in memoriam

*

parei para fazer um poeminha
do nada fazer um poeminha
para o nada fazer um poeminha

parei para pensar um poeminha
que não pensasse em nada um poeminha
cheio de falta e vazio até o fim

parei para escrever um poeminha
que não desse em nada um poeminha
não estivesse nem aí para mim

*

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