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Archive for setembro \30\UTC 2013

MEMÓRIAS DO MAL

Eta! Encontrei essa foto antiga. O primeiro lançamento da histórica editora gaúcha Livros do Mal em São Paulo. Ela, criada pelos amigos Daniel Pellizzari (à esquerda) e Daniel Galera (à direita). Notem o cartaz da editora ao fundo. Na foto, clicada no bar Filial, onde aconteceu a sessão de autógrafos, na Vila Madalena, por volta do ano de 2001, creio, ainda estamos presentes eu e o querido Evandro Affonso Ferreira. Para guardar na memória. E bora embora. E beleza!

GaleraNos

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VOCÊ VAI PERDER?

Já anote na agenda. A entrada é franca. Esperamos por você. Em breve, divulgaremos toda a programação. Estamos preparando um novo e atualizado site e bora embora. Este ano, vale relembrar, a Balada Literária será em homenagem ao Laerte. E valeu e viva e reze e abração e salve, salve, amém e saravá!

LogoFinalBalada

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PALAVRA DE MULHER

Acabei de ler o novo livro de Analu Andrigueti. Mais uma bela e inusitada edição da Publicações Iara. O livro é igualmente de poemas. Chama-se 36 Poses. Vem em formato daqueles álguns baratinhos que a gente ganhava, da Fotótica, para colocar as fotos. Nos sacos plásticos. Nada mais apropriado para as palavras de Analu. Invólucros. Camisinhas. Flagrantes a olho nu. Memórias de trepadas. Closes nos corpos. Sem pudor. Analu melhorou o que vinha fazendo (seu primeiro livro é o A Matadora de Orquídeas, de 2010, pela Edith). Ela está soltando e afrouxando cada vez mais o verbo. Não tenho visto, ao certo, quem esteja fazendo a poesia que ela anda fazendo. Eu me lembro, quando a leio, do mesmo impacto que tive quando vi os contos do livro Falo de Mulher, de Ivana Arruda Leite. Ambas bebem na mesma fonte. Sentam, ao lado dos homens, no mesmo divã, onde tornam públicos os seus (nossos) desejos. Vejam três desses poemas abaixo. E aquelabraço.

Quando vi o pau de Cleiton
lembrei da origem da alcunha:
tronco grosso, maciço, rijo.
Madeira nobre, castanha, lenhosa.

Aquilo é pau. O resto é pinto.

Na minha memória
você era bem mais homem.

Um calor infernal.
Nus, no quintal, bebendo cerveja morna.
O ventilador com o fio esticado, vindo da cozinha,
não dava conta.
Zunia, zunia.

Ela ruiva, gringa, sardenta
acendeu um baseado
na Vila Madalena.

Ele negrão de pau GG
desfilava músculos moldados na capoeira.

Ela nunca tinha visto o Cruzeiro do Sul
nem dado o rabo.

Viu estrelas.

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ANGU NO TEATRO EVA HERZ

Eu digo, acima, da volta em cartaz de Angu de Sangue. Peça de teatro que existe há dez anos. Será lá no Recife a nova temporada. Sim, lá também tem um Teatro Eva Herz. E fica na Livraria Cultura do Shopping Rio Mar. Sou suspeito de falar. Por ser o espetáculo baseado em meus contos. Mas quem já viu sabe. A direção primorosa é de Marcondes Lima. E o Coletivo Angu de Teatro tem no elenco André Brasileiro, Arilson Lopes, Fábio Caio, Hermila Guedes e Gheuza Sena. Corra. Não deixe de ir. Eu mesmo irei ver na sexta da semana que vem, dia 4 de outubro, quando estarei lá no Recife para participar de uma Pré-Balada Literária especial que acontecerá dentro da Bienal do Livro – em breve, falarei sobre isto. E vamos que vamos. E tenho dito. A temporada de Angu de Sangue, anote: começa nesta sexta, dia 27, às 20 horas, e vai até novembro.

ANGU_TEMPORADA_2013[1]

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UM RECADINHO MEU

Flagrante, em Curitiba, do fotógrafo Shigueo Murakami

Flagrante, em Curitiba, do fotógrafo Shigueo Murakami

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O QUE SE LEVA DA LITERATURA

Imagine o que é você chegar em casa, cansado, vindo de mais uma tarefa literária, lá em Campinas, uma noite de poesia bem bacana, já entrando na metade de uma semana polêmica e agitada, pensando eu nas outras correrias que tenho de enfrentar, e o porteiro entregar a você um envelope, com uma letra, assim, familiar, de um velho e querido amigo, com quem eu mantenho contato só por escrito, ele que acaba de me mandar, autografado, o seu novo livro, uma antologia de contos eróticos, imagem abaixo, o autor que você ama e que, quando você começou a escrever, ainda adolescente, no Recife, era nele em que você pensava, a literatura dele sempre ajudou em sua caminhada, ontem, hoje e amanhã, você tem mais é que agradecer, obrigado, sempiternamente, Dalton Trevisan.

ContosDTrevis

Em tempo: nesta quinta e sexta, estarei exatamente em Curitiba, participando da Semana Literária do SESC Paraná. Darei uma oficina de dois dias e uma palestra idem sobre o grande e inesquecível Manoel Carlos Karam. Para saber mais, clique aqui em cima.

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BALADA DO ESQUECIMENTO

Agradeço a todos que enviaram mensagens via Face, por e-mail. Quem ligou para mim. Inclusive o próprio pessoal da Pauliceia Literária. Pedindo desculpas, reafirmando linhas e condutas, enfim, assado. Para quem ainda não sabe do que se trata, explico: saiu matéria no Estado de S. Paulo de sábado passado sobre o Pauliceia, cuja primeira edição acontece esta semana. Lá saiu escrito no primeiro parágrafo: “uma das cidades com mais oferta cultural do País, São Paulo não tinha, ainda, um festival literário como os que são realizados em Paraty, Ouro Preto, Santos ou São Francisco Xavier. O Pauliceia Literária, que começa na quinta-feira, dia 23, vem preencher essa lacuna”. Mas qual lacuna? Eu me pergunto. A própria jornalista, que assinou a reportagem, Maria Fernanda Rodrigues, sabe disto. Ave! A Balada Literária acontece há oito anos. E não é a primeira vez em que esse tipo de lapso acontece. Eu tenho a impressão de que um evento assim, como o nosso, não é levado em conta exatamente porque é feito quase “artesanalmente”, na força, na garra, no afeto e no envolvimento dos vários parceiros do projeto. Até já ouvi por aí alguém dizer da Balada: “é uma festa bêbada, coisa psicodélica, que acontece nos bares da cidade, nada a ver com a pomposidade que a literatura merece”. De fato, a Balada é isso aí também. Por que não? Esse clima descontraído. A literatura sem frescura, como eu sempre digo. Sem discurso e afetação. Por isso todo mundo se sente em casa. Já passaram pela Balada centenas e centenas de artistas, nacionais e internacionais – de quem está começando a quem já é consagrado. Basta reler, mais abaixo ou clicando aqui, o meu pôste “Captação de Recursos”, para conferir uma lista infinita. Meu Cristo! Sem contar as ações e pulsações literárias que estão acontecendo, faz tempo, na periferia de São Paulo. E ainda as diversas atrações que oferecem, semana a semana, a Casa das Rosas, o Itaú Cultural, a biblioteca Alceu Amoroso Lima, o Centro Cultural São Paulo, as incansáveis unidades do SESC, etc e tal. Eu tenho até medo de cair no mesmo erro. O de esquecer tanta mobilização que há em São Paulo para que a literatura saia do “pedestal e venha beijar os pés do povo”. Como bem diz o poeta e agitador cultural Sérgio Vaz – ele, também, muitas vezes ignorado em seu esforço. E o que é melhor, vale a pena ressaltar: tudo de graça, gratuito, para quem quiser chegar e celebrar. Vale ressaltar que, longe do que possa parecer, não estou aqui disputando nem brigando com o Pauliceia. Inclusive, conversei com a produção do festival uns meses atrás. Discutimos ideias e palavras. Trocamos energias. Exatamente para saber como caminhamos juntos. Para um mesmo propósito: o de transformar São Paulo cada vez mais em uma cidade de livros e de leitores e bora embora. Mas atenção: de última hora, no entanto, vendo agora o site do Pauliceia, descobri que foi alterada a data de minha mesa, sem prévio aviso. Eu mediaria o bate-papo entre Valter Hugo Mãe e Juan Pablo Villalobos no domingo. Agora o papo acontecerá na sexta. Dia em que estarei em Curitiba. Eta danado! Não era mesmo para eu estar presente na primeira edição desta festa. Mas, quem estiver por aqui, se der, prestigie (eis a programação aqui). Eu, de minha parte, ficarei na torcida. Pela consolidação do evento. Mesmo que um dia, algum jornal, por acaso, ignore o que foi feito. Ponha tanto trabalho, assim, no esquecimento. Em tempo: e acabei de saber que a FLAP!, festa bem bacana, criada em 2005, voltará nos próximos dias, depois de alguns anos sem acontecer, à cena literária paulistana. E viva!

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